Quilombola | Samba de Véio | Projeto Social Pibid

Quilombola | Samba de Véio | Projeto Social PibidMicrometragens feitos a partir de dispositivos alternativos com produtores estreantes

 

A Ilha do Massangano fica no Rio São Francisco, entre os estados da Bahia e de Pernambuco. Lá são guardadas há muitas gerações o hábito de rodas de dança em noites festivas ou em dias de alegria na comunidade. Eles pegam bancos feitos de madeira forrados com pele de animal – normalmente caprinos – e começam a batucada que recebeu o nome de “Samba de Véio da Ilha do Massangano”.

 

A tradição mescla referências atuais com a dos antepassados escravos, mas assim como as culturas de raiz, o Samba de Véio sofre com a manutenção através das gerações. Desta forma, o trabalho realizado nesta comunidade através do Pibid, programa executado através da Universidade do Vale do São Francisco, foi possível levar a linguagem audiovisual para que tanto os estudantes universitários do curso de Artes Visuais pudessem exercer observações sobre a comunidade, tanto a comunidade pôde se valer do material de registro e da aproximação acadêmica propiciada pela universidade.

Ao todo nesta primeira etapa do projeto foram produzidos quase 30 micrometragens com ferramentas alternativas que estavam à disposição dos alunos e da comunidade. O resultado não só surpreendeu a comunidade, como trouxe bastante orgulho para todos que participavam.

 

Curta feito pela aluna Kátia Gonçalves – com câmera doméstica.

 

SOBRE O PROJETO – Pibid|Univasf

Esse projeto tinha o desafio de ensinar a linguagem audiovisual utilizando dispositivos alternativos, tais como câmeras de celular, digitais domésticas, handcam, tablet etc. Depois utilizando softwares para a edição e, finalmente exibindo o resultado nas próprias comunidades.

O projeto percorreu comunidades quilombolas, ribeirinhos do Rio São Francisco, sertão pernambucano e baiano, escolas públicas municipais, grupos folclóricos etc. Ao final, conseguimos produzir 58 micrometragens utilizando apenas o material que encontrávamos nas comunidades, nas escolas, nos grupos.

 

Além de criar agentes multiplicadores da poderosa ferramenta audiovisual, as comunidades que foram registradas passaram a se enxergar dentro de produtos audiovisuais. A coordenadora e idealizadora do projeto foi a prof. dra. Manuela Lins. O jornalista e cineasta Wllyssys Wolfgang ministrou e orientou a produção dos micrometragens nas comunidades durante dois anos.

A Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) era a mantenedora do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência cedida aos alunos bolsistas do curso de Artes Visuais que visitavam as comunidades elaborando as produções, orientando os moradores e aplicando as teorias de docência em comunidades carentes do sertão baiano e pernambucano.